
Era uma vez um jovem de seus vinte e poucos anos que vivia em uma grande metrópole. Ele pareceria apenas mais um jovem urbanóide, mas possuía um singular detalhe que o diferenciava dos demais transeuntes quando na rua passava. Sua família começou a notar que toda vez que ele estava andando na rua e ouvia um ruído muito alto, como uma buzina ou uma freiada brusca, nosso jovem aplaudia e ainda pedia mais. Essa atitude acabava provocando inúmeras confusões, visto que os outros moradores da cidade encotravam-se costantemente estressados e a ponto de explodir. Achando que era uma atitude de revolta contra a sociedade por parte de nosso intrépido personagem, seus parentes decidiram interná-lo em uma instituição psiquiátrica. Lá chegando foi logo fazendo amizade com um surdo que só falava cantando. Depois de anos de estudo e nenhuma conclusão esclarecedora dos médicos, estes resolveram pesquisar o caso através dos pacientes mais próximos de nosso amigo. E foi através do surdo cantor que fizeram a descoberta. Nosso amigo tinha um ouvido encantado. Diante de qualquer ruído, agradável ou não, ele ouvia sinfonias comparáveis a Bach e Beethoven e diante de qualquer discurso, ouvia melodias como as de Chet Baker e Miles Davis. Foi considerado louco, mas pode-se dizer que era um cara feliz.

Nenhum comentário:
Postar um comentário